Evento em Florianópolis fortalece a rede de proteção à pessoa idosa e amplia o acesso à informação sobre direitos
Com a participação de mais de 40 pessoas, o encontro teve como objetivo ampliar o acesso à informação e fortalecer a rede de proteção à pessoa idosa em Florianópolis. Ao longo da programação, foram abordados os direitos garantidos por lei, os serviços públicos disponíveis e os caminhos para buscar atendimento, além dos desafios enfrentados para assegurar a proteção, a dignidade e a garantia de direitos dessa população.
Thayana também ressaltou o papel das organizações e das pessoas participantes como multiplicadoras de informações nas comunidades, nas famílias e nos espaços de convivência. Segundo ela, a mobilização da sociedade é fundamental para evidenciar as demandas existentes, fortalecer as políticas públicas e contribuir para a ampliação dos serviços destinados à população idosa.
Na sequência, a advogada Aryane Angioletti, conselheira do CMI e representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), abordou o tema “Seus direitos, seus caminhos: onde buscá-los”, com foco nos serviços de proteção à pessoa idosa em Florianópolis. A apresentação trouxe reflexões sobre as dificuldades de acesso à rede de atendimento, a necessidade de ampliar os serviços e a importância de conhecer os direitos para enfrentar situações de violência, golpes financeiros e outras violações.
A advogada também chamou a atenção para a diversidade das experiências de envelhecimento e para a necessidade de considerar as diferentes realidades sociais, familiares e econômicas das pessoas idosas. Entre as orientações compartilhadas, destacou a importância de buscar informações, registrar ocorrências em casos de golpes e procurar os órgãos competentes quando os direitos não forem respeitados.
Outro destaque do encontro foi a discussão sobre o idadismo, termo que se refere ao preconceito, à discriminação e aos estereótipos baseados na idade. A temática foi apresentada pela presidente do CMI, Zuleika Costa Ribeiro, que convidou o público a refletir sobre expressões e atitudes que limitam a participação das pessoas idosas na sociedade.
Durante a apresentação, foram discutidas frases que associam o envelhecimento à incapacidade, como a ideia de que alguém estaria velho demais para aprender, estudar ou iniciar novos projetos. A atividade reforçou que a idade não determina os limites das capacidades individuais e que pessoas de todas as gerações devem ter suas experiências, conhecimentos e potencialidades valorizados. A reflexão também destacou que o idadismo pode se manifestar em atitudes cotidianas, inclusive de forma disfarçada de brincadeira, e que seu enfrentamento exige mudanças na maneira como a sociedade percebe e trata o envelhecimento.
Os participantes dabetaram sobre idadismo e como combatê-lo
Cultura, convivência e intergeracionalidade
Além das palestras e dos momentos de diálogo, o evento contou com a apresentação do Grupo Teatral “Estamos Aí”, vinculado ao NETI-UNAPI, com a peça teatral "Voz da Felicidade.
A programação foi encerrada com um cofee break e uma aula de dança intergeracional “Agita e Dança”.
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