“Eu vou votar, sim. Eu, como idoso, voto em quem se preocupa com as políticas públicas para idosos. Por isso, vou continuar votando”, afirma Josué Vieira, de 73 anos. Mesmo com o voto facultativo a partir dos 70 anos, Josué pretende continuar participando das eleições. A escolha dele ocorre em um momento em que o eleitorado brasileiro está envelhecendo e em que os votos da população idosa representam uma parcela cada vez mais significativa do total.
Em 2026, cerca de 17,2 milhões de brasileiros com 70 anos ou mais estão aptos a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso significa que, a cada 100 eleitores no país, aproximadamente 7 têm 70 anos ou mais. Em alguns municípios de Santa Catarina, essa participação chega perto de 10, ou seja, aproximadamente 1 em cada 10 eleitores tem 70 anos ou mais.
Em eleições apertadas, esse eleitorado pode decidir quais os candidatos que serão eleitos. Nas últimas eleições para a Presidência da República, por exemplo, a diferença entre o primeiro e o segundo colocado foi de aproximadamente 2,1 milhões de votos.
Além da participação no processo eleitoral, o comparecimento às urnas pode ter uma consequência prática para aposentados, pensionistas e outros beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A votação nas eleições é considerada um dos critérios utilizados na Prova de Vida, procedimento destinado a confirmar que o titular de um benefício previdenciário ou assistencial continua vivo. Para saber mais sobre a Prova de Vida automática do INSS acesse: https://www.gov.br/inss/pt-br/assuntos/noticias/comparecimento-as-urnas-vale-como-prova-de-vida-automatica-no-inss
Josué afirma que, enquanto tiver condições de ir às urnas, continuará votando. "Eu não vejo por que deixaria de exercer um direito que conquistei ao longo da vida. Votar é uma forma de participar das decisões do país, de fazer minha escolha e de contribuir, dentro daquilo que cabe a cada cidadão, para a sociedade que queremos construir”, diz.
Longevidade muda o perfil da população brasileira
Florianópolis é a quinta capital brasileira com maior proporção de pessoas com 60 anos ou mais. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 17,3% da população da cidade está nessa faixa etária. Em outras palavras, quase um em cada cinco moradores da capital catarinense é idoso.
O número de brasileiros com 60 anos ou mais passou de 15,2 milhões em 2000 para 33 milhões em 2023. Atualmente, esse grupo representa 15,6% da população brasileira. Segundo projeções do IBGE, até 2070, quase quatro em cada dez brasileiros terão 60 anos ou mais.

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