Matéria da jornalista e aluna do Clube de Leitura em Voz Alta do NETI-UNAPI, Aline Cubas, sobre a Roda de Conversa que abordou o tema das fake news.
De maneira leve e até divertida,
César começou a conversa lembrando que mentira, farsa e fofoca não são
novidades. A informação, segundo ele, é uma necessidade básica do ser humano e
faz parte da nossa natureza querer saber o que está acontecendo e que pode nos
afetar.
Mas, diante de tanta informação
circulando, como saber o que é falso e o que é verdadeiro? Um dos caminhos
apresentados pelo jornalista foi o trabalho das agências de checagem de
notícias, que se dedicam a verificar informações que circulam na imprensa e nas
redes sociais. César explicou como esse trabalho é feito e apresentou algumas
agências que podem ser consultadas por quem deseja conferir uma informação
antes de acreditar nela ou repassá-la.
Ele também falou sobre um
comportamento bastante comum, que é a tendência de acreditar mais facilmente em
informações que confirmam aquilo que já pensamos ou acreditamos. É o chamado
viés de confirmação. “Isso é exatamente o que eu penso, então deve ser
verdade”, explicou César, ao mostrar como funciona esse mecanismo.
A conversa também passou pelas transformações no jornalismo nas últimas décadas. César falou sobre a redução das redações e das equipes de jornalistas, ao mesmo tempo em que aumentou enormemente a quantidade de conteúdos produzidos e disseminados, especialmente com a expansão dos meios digitais, das redes sociais e de aplicativos como o whatsApp. Assim, ficou cada vez mais fácil produzir e compartilhar informação, mas também conteúdos falsos ou distorcidos.
Como jornalista, levantei a questão do chamado ceticismo radical, quando a pessoa passa a questionar a veracidade de absolutamente tudo e adota a ideia de que nenhuma informação ou fonte é confiável. “A ironia disso é que, ao se questionar todas as fontes, a gente se torna presa fácil para teorias da conspiração, tipo ‘toda mídia é comprada’, ‘toda empresa está nos enganando’”, comentei.
A temática chamou a atenção
inclusive de pessoas que não fazem parte do NETI. Foi o caso de Antônio Odilon
Macedo, que soube do encontro pelo Facebook e decidiu participar. Segundo ele,
a roda de conversa foi muito proveitosa, inclusive nas partes do conteúdo que
já conhecia, pela maneira como o jornalista organizou e apresentou as
informações. “A forma como ele sistematizou, isso ajuda a compreensão. A gente
não para para analisar. Estamos tão acostumados a dizer que tudo é fake news,
tudo é mentira, mas é bom ter uma compreensão mais sistemática.”
Entre os alunos do NETI, a discussão
também despertou reflexões sobre a responsabilidade diante das informações que
recebemos e compartilhamos. “Cada vez mais, precisamos parar e refletir sobre o
que recebemos e repassamos para os outros”, afirmou Rosângela Rabelo Vieira,
farmacêutica e aluna do NETI.
Cristina Pellicciari, também aluna do NETI, destacou a forma de condução da conversa. “Ele é um excelente jornalista. Gosto da didática dele. Gostei bastante do assunto.”



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