Grupo Estamos Aí e oficinas de Teatro agitaram o Teatro Carmen Fossari com uma tarde de apresentações
Na última quinta-feira (18), das 15h às 17h, o Teatro Carmen Fossari (UFSC) foi palco para apresentações de duas peças de teatro do Grupo Teatral Estamos Aí, apresentação dos grupos de estudantes da Oficina de Teatro e da Oficina de Radioteatro do semestre 2026/1 do NETI-UNAPI.
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O Grupo Teatral Estamos Aí está junto há quatro anos |
Para um público de em torno de quarenta pessoas, o Grupo Teatral Estamos Aí abriu a sessão apresentando a peça "Não Basta Não ser Idadista, é Urgente Ser Anti-idadista". Composta por 14 atores acima dos 50 anos, a peça é baseada no "Pequeno Manual Anti-idadista", do Coletivo Velhices Cidadãs. Enquanto leem partes do Manual, interpretam e cantam situações que ilustram o comportamento idadista, questionando diretamente os espectadores sobre a discriminação do público idoso.
Com duração de aproximadamente 45 minutos, a peça aborda a séria questão anti-idadista (combate ao etarismo, ao idadismo, ageísmo entre outras denominações), crucial em nosso tempo devido à rápida transição demográfica, que torna o envelhecimento uma realidade coletiva. O impacto negativo do preconceito etário na saúde, economia e dignidade humana, afeta tanto direitos humanos quanto a qualidade de vida.
A apresentação emocionou o público. Entre risadas e lágrimas, a plateia cantou junto com os atores e aplaudiu de pé ao final. Para Adélia Domingues, 91, aluna do NETI-UNAPI, a peça a toca muito, principalmente nas partes que retratam o abandono. "Eu gostei muito da peça, mas nas partes que parece que desrespeitam o idoso, eu me sinto no meio. Vai que acontece comigo?"
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O Grupo Teatral provoca mais o público ao descer do palco |

Alunas da Oficina de Teatro do NETI_UNAPI em ação
Foto: Iara Lima/CENETI

Foto: Iara Lima/CENETI

A turma gravou oficialmente a peça no Estúdio de Rádio do curso de Jornalismo na UFSC
Foto: Iara Lima

Foto: Iara Lima
A peça "Poker Interminável" é uma adaptação do texto do escritor Luís Fernando Veríssimo. Marcada pela frase "Ninguém sai", o autor ironiza a dinâmica dos grupos de amigos que se reúnem para jogar por horas e horas, criando uma atmosfera tensa, obsessiva e hilária. A apresentação gerou muitas gargalhadas e uma reação animada da plateia.

Os contos e crônicas de Luis Fernando Veríssimo são frequentemente adaptados para o palco
Foto: Iara Lima

Os contos e crônicas de Luis Fernando Veríssimo são frequentemente adaptados para o palco
Foto: Iara Lima
Para fechar as apresentações da tarde, o Grupo Teatral Estamos Aí retorna ao palco para apresentar a peça "A Farsa", também adaptada de Luis Fernando Veríssimo, no livro "As mentiras que os homens contam". O texto ironiza as relações extraconjugais e o autoengano.
As três personagens e o narrador presentes na peça provocaram muitas risadas do público. Vera Lúcia Mossmann, 71, relata que tem vindo com frequência assistir as peças divulgadas pelo Grupo Teatral Estamos Aí, e suas duas apresentações favoritas do dia foram do Anti-idadismo e A Farsa. "A primeira é muito emocionante e pertinente. A parte que mais me tocou foi as falas que descredibilizam os idosos, que ouvimos normalmente."
Foi uma tarde memorável.


Parabéns pelo artigo, tão bem redigido, detalhando as emoções que a Arte proporciona.
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