Grupo de Teatro Estamos Aí apresenta peça sobre anti-idadismo dia 10 de junho


O Grupo Teatral Estamos Aí junto com o Conselho Municipal da Pessoa Idosa (CMI) de Florianópolis,
coordenado por Zuleika Costa Ribeiro, apresentam a peça teatral “Não basta não ser idadista – é urgente ser anti-idadista". A apresentação acontecerá no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina Auditório Garapuvu, no dia 10 de junho, às 15h50.

A peça, com elenco formado por pessoas acima de 50 anos, abordará com seriedade a questão anti-idadista, crucial em nosso tempo devido à rápida transição demográfica, que torna o envelhecimento uma realidade coletiva. O Pequeno Manual Anti-idadista conduz toda a abordagem conceitual da peça, enfatizando o impacto negativo do preconceito etário que afeta tanto direitos humanos quanto a qualidade de vida.

Na introdução do Pequeno Manual Anti-idadista encontramos a informação que resume muito da questão acerca do etarismo. Nos últimos cem anos aumentou radicalmente a longevidade do público idoso, devido ao avanço de questões sociais, educacionais e de saúde. Logo, o envelhecimento precisa ser abordado sob novos paradigmas, com uma revisão de conceitos que estão antiquados e estereotipados.

A peça também abordará o fato de os idosos enfrentarem forte exclusão no mercado formal de trabalho, sendo frequentemente vistos como ônus econômico, fato que leva ao desperdício de talentos e saberes valiosos de profissionais com larga experiência adquirida ao longo de uma vida. O combate ao etarismo é essencial para a inclusão produtiva de pessoas idosas.

É necessário desconstruir a ideia de que idosos são incapazes, frágeis, solitários ou ultrapassados. Ser anti-idadista é reconhecer a diversidade e a capacidade de aprendizado contínuo. Idosos continuam querendo amar, se relacionar e viver como sempre fizeram.

O preconceito etário ainda aumenta o risco de violência e abuso contra pessoas idosas. Faz-se urgente uma necessidade de mudança cultural, que a peça busca expressar em seu escopo. Como aponta o Dr. Alexandre Kalache, uma das maiores referências mundiais no tema: “Mais que não ser idadista, é necessário ser anti-idadista”. Para Kalache, ser anti-idadista é garantir dignidade, autonomia e igualdade de oportunidades para todas as fases da vida.

O espetáculo teatral “Não basta não ser idadista – é urgente ser anti-idadista" é uma realização do Conselho Municipal da Pessoa Idosa (CMI) de Florianópolis, coordenado por Zuleika Costa Ribeiro, encenado pela Cia. Teatral Estamos Aí, que conta com um elenco todo formado por pessoas a partir dos 50 anos; é um programa do NETI – Núcleo de Estudos da Terceira Idade, ligado ao Depto de Extensão da UFSC. A encenação é assinada pela professora, atriz e encenadora Dione de Freitas, que coordena a companhia há quatro anos. A dramaturgia é do prof. ME dramaturgo e encenador Nando Moraes, adaptada do Pequeno Manual Anti-Idadista, uma obra do Coletivo Velhices Cidadãs, com consultoria dramatúrgica da Prof.a Dra Bibiana Graeff – uma das co-autoras do Pequeno Manual Anti-idadista, que esteve presencialmente em vários ensaios e reuniões do grupo.


Local: Centro de Cultura e Eventos da UFSC - Auditório Garapuvu, localizado próximo à Praça Cidadania, região central da Universidade.

Data: 10 de junho de 2026, às 15h50.

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