Leia a história escrita por José Cajaíba, aluno da Oficina Contação de Histórias: Menina bem mais Risonha
O aluno da Oficina Contação de Histórias - Aproximação Intergeracionais, José Cajaíba, enviou ao blog integraNETI um conto poético de sua autoria. O blog agradece e fica muito contente ao receber contribuições como esta. A leitura da história que Cajaíba enviou pode deixar mais leve o dia.
MENINA bem mais RISONHA
José Cajaíba
- Menina Risonha, com quem você sonha? Assim, rotineiramente, perguntava sua amável mãe, uma simpática e agradável senhora, enquanto apreciava alguns saborosos pães. A menina então respondia: Eu não sonho com ninguém, apenas sonho num desorganizado e abstrato vai e vem. Prefiro assim, é melhor para mim, nunca chegar ao fim. Experimento a leveza do fluir em harmonia com a alegria do meu sorrir. O sorrir é o meu mais bonito predicado, o meu mais valioso estilo num rosto iluminado!
- Menina Risonha, como é que você sonha? Assim, abelhudamente, perguntavam suas coleguinhas de escola. Coleguinhas um tanto fofoqueiras e que viviam a falar besteiras. A menina então respondia: Eu não sonho como eu quero e nem venham com lero-lero. Não venham com bobagens que, para isso, eu não crio personagens. Vamos conversar sobre a vida real, sobre o viver natural, nada artificial. Natural é pensar, criar, imaginar, idealizar. Natural é a gentileza praticar, é conceber uma vida de bem-estar!
- Menina Risonha, qual é a sua alegria quando sonha? Assim, maliciosamente, perguntavam suas vizinhas. Algumas tolas gurias até queridas, mas deveras enxeridas. Vizinhas engraçadinhas, animadinhas. A menina então respondia: O meu sorriso felicidade irradia, é como se eu vivesse no mundo da fantasia. Pode até ser, mas tudo com muita galhardia. O sonho vive em mim, dia após dia, e faz da minha mente a sua mais fértil moradia. Meu viver mostra deslumbrante sonhar e cintilante contentar!
- Menina Risonha, posso estar contigo enquanto sonha? Assim, ingenuamente, perguntava o menino lacrimoso e muito bondoso. Um educado guri até formoso, airoso. A menina então respondia: Não sei, talvez nem permitirei ou aceitarei. O estar é uma ideia, uma intenção muito forte e presente para habitar num frágil sonho tão ausente. Meu sonho é uma bela ilusão a envolver o meu singelo coração. Um multicolorido, imaginativo e desconstruído devaneio. Sem início, sem fim e sem meio!
- Menina Risonha, como você atua quando sonha? Assim, apressadamente, perguntavam os andantes e caminhantes ao transitarem pelas ruas. Pessoas com variadas nacionalidades e generosas bondades. A menina então respondia: Os seres humanos são livres, nós todos temos o privilégio, o dom da liberdade. Acredito, talvez num veredito, que não responderei com precisão, mas com emoção, a pergunta do atuar e tampouco as anteriores que estão no ar. Vejam o bem mais. Prefiro meditar, flutuar e amar!
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